Em vídeo disponibilizado ontem em seu canal oficial no Youtube, a jornalista Joice Hasselmann comentou a visita de Benjamin Netanyahu ao Brasil para a posse de Bolsonaro e as declarações do líder israelense sobre a futura aproximação política e econômica entre as duas nações. Hasselmann afirma que em seus pronunciamentos à imprensa, Netanyahu deixou claro que entende uma futura aliança com o Brasil como "uma ligação não apenas entre amigos, mas 'de irmão para irmão'".
De acordo com Joice Hasselmann, em seus discursos à imprensa, Benjamin Netanyahu ainda afirmou que o grande diferencial de Israel, as tecnologias de ponta (que tornam o país uma das principais incubadoras para empresas de desenvolvimento de apps e hardware) do país, estarão à disposição do Brasil na futura parceria que é prometida pelo governo de Jair Bolsonaro. O presidente eleito declarou já ter elaborado parcerias com a potência do Oriente Médio para a resolução de problemas históricos do Brasil, como a seca na região Nordeste.
A jornalista e parlamentar ainda afirmou que o governo Bolsonaro pretende honrar a promessa de campanha de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, respeitando uma antiga demanda do governo do Estado de Israel.
Veja na íntegra - Joice Hasselmann comenta visita de Benjamin Netanyahu ao Brasil:
Em vídeo disponibilizado no canal oficial do programa Pingos nos Is, da Rádio Jovem Pan, no Youtube, o jornalista Felipe Moura Brasil comentou as declarações do líder petista Lindbergh Farias sobre a necessidade de "radicalização dos militantes de esquerda". Na opinião do colunista, Lindbergh está endossando o discurso de Gleisi Hoffmann, personalidade do Partido dos Trabalhadores que sugeriu que poderá haver violêcia política e enfrentamento entre militantes e a justiça ou as polícias, caso seja decretada a prisão do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância.
Veja na íntegra - Felipe Moura Brasil comenta discurso de Lindbergh sobre "radicalização de militantes":
Em vídeo disponibilizado no canal oficial da Rádio Jovem Pan no último dia 28, no Youtube, o jornalista Felipe Moura Brasil discutiu recurso da procuradora geral da república Raquel Dodge contra indulto de natal concedido por Michel Temer a políticos envolvidos no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato - na opinião de Moura Brasil, Dodge "deu prova de independência em seu cargo".
O jornalista argumenta que "a maior prova de independência que indicados políticos podem dar à população é agir publicamente contra os interesses de seus próprios indicadores. Dodge ao menos aparenta caminhar nesse sentido". Dodge teria acrescentado, em seu recurso, que a ação de Temer sugere à população que "o crime compensa", uma vez que indivíduos beneficiados pelo indulto estariam envolvidos em um dos maiores escândalos de corrupção da História do Brasil.
Michel Temer foi criticado por ter concedido o indulto, em manobra que foi entendida como tentativa de "apaziguamento" de aliados políticos e fortalecimento de sua base no Legislativo. Raquel Dodge afirmou que a decisão de temer "ampliou os benefícios do indulto desproporcionalmente, e ampliou o cenário de impunidade que existe no Brasil".
Veja na íntegra - Felipe Moura Brasil discute recurso de Raquel Dodge contra indulto de natal concedido por Michel Temer a envolvidos em esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato:
Em vídeo disponibilizado em seu canal no Youtube no último dia 18, a jornalista Joice Hasselmann discutiu a possibilidade de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da república - de acordo com a autora, "mesmo com condenação em segunda instância, Lula pode concorrer ao cargo", uma vez que essa possibilidade depende de interpretação do Judiciário sobre a "Lei da Ficha Limpa".
A periodista informa que "a maior parte da esquerda repete o discurso: 'uma eleição sem Lula seria uma fraude, seria um grande golpe, uma eleição sem o Lula não tem legitimidade'. A própria Gleisi Hoffmann disse isso, e outros militantes de esquerda repetiram a mesma argumentação". Todavia, de acordo com Hasselmann, Lula poderia ser enquadrado na "Lei da Ficha Limpa", uma vez que, ao menos na primeira instância, foi considerado culpado por crime de corrupção, segundo a jornalista, "por chefiar quadrilha [que envolveu grandes construtoras do Brasil]".
Hasselmann acrescenta: "o questionamento é se Lula certamente cerá impedido de concorrer, caso condenado em segunda instância - essa é a grande pergunta. A resposta é não - não há 100% de certeza de que Lula seja impedido de concorrer à Presidência, ainda que condenado, uma vez que a aplicação da lei depende da interpretação do Judiciário, e qualquer decisão pode ser esperada dos juízes".
Veja na íntegra - Joice Hasselmann comenta possível candidatura de Lula à Presidência da república, em 2018:
Em vídeo disponibilizado no último dia 10 em seu canal oficial no Youtube, a colunista Joice Hasselmann comentou a crise interna do PSDB fomentada pelas ações de Aécio Neves contra Tasso Jereissati. Hasselmann destaca que Aécio, apesar de protegido pelo PSDB durante os escândalos de corrupção nos quais esteve envoldido ao lado de Michel Temer, não hesitou em retirar poder de um dos principais dirigentes da sigla, para seu próprio favorecimento. O partido também se encontra dividido por duas facções - uma, favorável ao governo de Michel Temer, que pode não resistir na Presidência até as próximas eleições, e outra que defende uma estratégia oposicionista ao PMDB.
De acordo com Hasselmann, "Aécio mostrou claramente porque ficou no comando do PSDB, ainda que afastado [por envolvimento em escândalos de corrupção]. Aécio tentou sugerir que 'iria permanecer por apenas mais alguns meses', e que seria substituído em novas eleições para a liderança do partido. Tasso Jereissati era, então, o presidente do partido - havia uma clara divisão entre o grupo do partido favorável a Aécio, que pretende permanecer aliado ao governo Temer, e o grupo de Jereissati, que tem a intenção de se afastar da atual Presidência da República. Essa divisão existe desde o surgimento do escândalo que envolve Temer e Aécio [com grandes companhias do setor agropecuário]".
A jornalista critica a atuação de parlamentares e de integrantes do Judiciário, que permitiram a manutenção de Aécio em postos de poder: "Aécio só continuou no Senado porque o Supremo se acovardou. O Senado, que tinha tomado a decisão certa, para expulsar Aécio, simplesmente decidiu proteger o tucano, que também foi resguardado pelo PSDB. Ontem, Aécio deu o 'golpe' em Tasso Jereissati, tirando-o do posto de poder dentro do partido e criando a maior crise do PSDB desde o surgimento da sigla".
Veja na íntegra - Joice Hasselmann discute crise no PSDB com a disputa entre Aécio Neves e Tasso Jereissati:
Jornalista critica censura violenta a filme sobre Filosofia em universidade pública - agressões foram cometidas por militantes de partidos extremistas
Em vídeo disponibilizado no canal oficial da Rádio Jovem Pan ontem, dia 30, o jornalista Felipe Moura Brasil discutiu os atos de violência física praticados por militantes de partidos extremistas de esquerda, como o PCO, em tentativa de censurar exibição do filme "O Jardim das Aflições" na UFPE. Os militantes agrediram palestrantes e público - o jornalista classificou a atitude com "de jovens mimados, incapazes de aceitar até mesmo uma obra que nem sequer trata de política".
O filme foi exibido no último dia 27, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE. O diretor do filme, Josias Teófilo, participou do evento, e também foi ameaçado e agredido verbalmente pelos simpatizantes dos movimentos extremistas de esquerda. Os jovens que tentaram barrar a exibição, identificados pelos organizadores da mostra como partícipes de agremiações trotskistas, reuniram um grupo de ao menos uma dezena de simpatizantes, que atacaram a socos e pontapés as pessoas que tentaram assistir ao filme. Ao menos um rapaz que esteve no público do filme saiu do confronto com ferimentos na cabeça.
Felipe Moura Brasil afirma: "o filme que foi exibido é sobre Filosofia, sobre o pensamento e a obra do autor brasileiro Olavo de Carvalho. Os temas do filme vão muito além da política. Não se trata de um filme sobre 'direita' e 'esquerda' - não é sobre nada disso. Esse pessoal não admite que esse filme seja exibido, porque fala de um autor que não pensa como eles. Isso é o cúmulo do autoritarismo, e isso não tem a repercussão, na imprensa, que deveria ter. Devemos chamar, claramente, os responsáveis pelos atos de violência de manifestantes de extrema-esquerda, porque é isso que eles são. É um pessoal que apela à violência para calar as vozes contrárias, porque tem medo do debate de ideias".
Veja na íntegra - Felipe Moura Brasil discute tentativa de censura, praticada por militantes de partidos políticos, realizada em universidade pública durante exibição de filme:
O presidente do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro declarou que haverá "confronto popular aberto nas ruas", caso Luiz Inácio Lula da Silva seja condenado pelos crimes de corrupção investigados na Operação Lava Jato. A organização de esquerda também divulgou mensagens onde afirma entender que "a burguesia" foi responsável pela derrubada do governo de Dilma Rousseff, e que uma eventual condenação de Lula significaria que o Judiciário brasileiro optou por "aprofundar o golpe". A declaração do presidente do PT no Rio de Janeiro é similar à realizada por lideranças do MST, por ocasião do processo de impeachment que levou à mudança no comando do Executivo.
Conforme reportagem publicada no canal Terça Livre, no Youtube, o presidente do PT no Rio de janeiro "prega 'confronto popular aberto nas ruas', em caso de condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro". O dirigente petista, Washington Luiz Cardoso Siqueira, teria afirmado que "condenar Lula sem provas é acabar de vez com a democracia. Se fizerem isso, se preparem. Não haverá mais respeito a nenhuma instituição, e este será o caminho para o confronto aberto nas ruas do Rio e do Brasil".
Durante o processo de impeachment que derrubou o governo Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações similares às do dirigente do PT no Rio de Janeiro. Lula afirmou que o acirramento da pressão política sobre Rousseff exigiria uma resposta do MST, organização que descreveu como um "exército". Vagner Freitas, presidente da CUT (organização sindical ligada ao Partido dos Trabalhadores), afirmou que os movimentos deveriam "pegar em armas, nas ruas", contra a oposição.
As declarações sobre um possível confronto, protagonizado pelas organizações ligadas ao PT contra as instituições de Estado e contra o Judiciário, é realizada em um momento que antecede a decisão final do juiz Sérgio Moro a respeito da sentença para Luiz Inácio Lula da Silva. A acusação afirma que o ex-presidente se beneficiou em esquemas de corrupção que envolveram grandes empreiteiras, através do recebimento de propriedades, incluindo um sítio no município paulista de Atibaia, bem como um apartamento de luxo, no litoral. A defesa de Lula declara que o nome mais importante do PT não seria proprietário dos imóveis indicados pela Polícia Federal.
Veja na íntegra - reportagem do canal Terça Livre sobre a ameaça de "confronto aberto nas ruas", realizada po líder do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro:
Conforme a jornalista Joice Hasselmann, os sindicatos responsáveis pela articulação das greves nos transportes públicos em São Paulo deverão ser punidos com multas pela prefeitura - a colunista informa que a compensação deverá ser paga porque as organizações teriam "impedido que trabalhadores chegassem a seus locais de trabalho, que estudantes fossem às escolas e ainda provocaram um engarrafamento de 18 quilômetros na cidade". Hasselmann informa que a prefeitura irá cobrar multa no valor de cinco milhões de reais dos organizadores da paralisação.
As greves que afetaram o transporte público em São Paulo foram motivadas pelo projeto de reforma da previdência, discutido pelo governo brasileiro. As mudanças incluem o aumento no tempo de contribuição para todos os trabalhadores - de acordo com representantes do Executivo, a reforma é necessária porque o déficit da previdência pode provocar a falência do atual sistema de aposentadoria pública. A oposição, todavia, argumenta que a reforma não é necessária e que o Estado poderia utilizar melhor os recursos arrecadados, inclusive através da redução no número de cargos eletivos. Na opinião de oposicionistas conservadores-liberais, como Bernardo Santoro, colaborador do site oficial do Instituto Ludwig von Mises Brasil, a aposentadoria privada seria uma alternativa mais lucrativa para os trabalhadores, com possibilidade de rendimentos superiores aos oferecidos pela pública - ao se considerar a quantidade de tempo de contribuição.
Na opinião da colunista, a greve não teve como principal objetivo a pressão a favor ou contra aspectos da reforma, mas "trazer lucro político aos 'donos' dos sindicatos. Às grandes figuras que lideram os sindicatos. Os trabalhadores só têm a perder com esses chefes. O governo faz bem em aplicar multas, porque as organizações desrespeitaram até mesmo as determinações que tiveram o fim de assegurar que a população continuasse com acesso a um mínimo de possibilidades de transportes públicos, no dia do movimento. É por essa postura firme do novo prefeito que João Doria já é visto como um dos nomes mais fortes para a próxima corrida presidencial".
Para o Executivo de São Paulo, a decisão das organizações sindicais de fomentarem a paralisação dos transportes "foi mais grave por ter contrariado ordem judicial". A prefeitura destaca que irá aplicar multas de até R$5 milhões por hora, caso não sejam mantidos ao menos 70% dos veículos em circulação.
Veja na íntegra - Joice Hasselmann discute greve nas empresas de transporte público em São Paulo:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu, conforme a jornalista Joice Hasselmann, um milhão de reais em indenização proposta em processo contra o promotor Cássio Conserino. O jurista pediu a prisão do petista e antigo chefe do Executivo, por suposto envolvimento do lider esquerdista com esquemas de corrupção investigados pela Polícia Federal. Lula teria processado Conserino por "abuso de autoridade" e pelo compartilhamento de uma foto que retrata o ex-presidente como "um encantador de burros". Hasselmann destaca que "Cássio Conserino, além de promotor, é cidadão e tem bom humor".
A colunista também afirma que "Lula já não convence tantas pessoas. O Brasil á demonstrou que abriu os olhos - há uma pequena parte da população que ainda acredita na propaganda ou que acaba seduzida em decorrência da situação de extrema pobreza. Os partidos aliados do PT usam esse tipo de tática, e, infelizmente, muitas pessoas em regiões economicamente desfavorecidas caem no engodo. Mas esse número de pessoas iludidas está diminuindo, Vamos ver o que ele irá dizer nas audiências dos processos que iniciou contra a oposição". Além do processo contra Cássio Conserino, Lula está processando o juiz Sérgio Moro, a quem acusa de ter cometido "abuso de autoridade", e a jornalista Joice Hasselmann, por divulgação de notícias desfavoráveis ao Partido dos Trabalhadores e ao próprio ex-presidente.
Hasselmann destaca: "Lula está cometendo um erro grave - está movendo processos contra integrantes do Judiciário que estão cumprindo suas obrigações, ou seja, investigar esquemas de corrupção. É isso que ele quer [processar integrantes das forças policiais e do Judiciário]. É isso que muitos parlamentares também querem, e tentaram promover essa estratégia através do projeto de lei do 'abuso de autoridade' [que tornaria impossível a investigação de escândalos de corrupção, e contou com o apoio de Renan Calheiros, aliado histórico de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva]".
A escritora acrescenta: "boa parte da classe política quer fazer, através de lei, exatamente o que Lula está fazendo agora. O objetivo dessas lideranças é a perseguição de quem investiga crimes, perseguição contra os integrantes das forças policiais que têm decência e coragem".
Mais sobre o tema - Cássio Conserino pede a prisão de Lula:
Veja na íntegra - Joice Hasselmann comenta processo iniciado por Lula contra Cássio Conserino:
A jornalista Joice Hasselmann publicou vídeo em seu canal oficial no Youtube, onde comentou as últimas delações feitas pela construtora Odebrecht - na opinião da colunista, as novas informações promoveram uma verdadeira "implosão" da classe política, e mostraram que diversas outras personalidades relevantes do Legislativo estavam comprometidas com os escândalos de corrupção. Os novos relatos acusam Michel Temer e integrantes de seu governo de participação ativa em troca de influência para beneficiar grandes construtoras - a administração nega as acusações. Renan Calheiros, já acusado anteriormente de participação em sistemas parecidos, também foi mencionado durante as investigações da força-tarefa.
Segundo Hasselmann, "a última delação da Odebrecht colocou toda a classe política 'em um pacote só': as revelações indicam que todos podem estar igualmente envolvidos nos escândalos de corrupção". Ela informa que "Renan Calheiros também foi denunciado, durante os últimos relatos feitos à Operação Lava Jato. Pela primeira vez, Renan foi denunciado - por Rodrigo Janot. O político foi citado como tendo recebido mais de dois milhões de reais. As informações também sugeriram a participação de outros políticos nos esquemas de corrupção, incluindo nomes do PSDB, PT e PMDB. Romero Jucá também foi um nome mencionado nas últimas denúncias como tendo sido favorecido pelo esquema que envolveu a Odebrecht".
Joice Hasselmann também informa que líderes importantes do PSDB receberam quantias no esquema de corrupção - Aécio Neves, conforme as delações, "teria recebido 15 milhões de reais. Isso ocorreu antes das campanhas eleitorais". Todavia, a jornalista acredita que os valores podem ser maiores: "as quantias mencionadas parecem pouco - dois milhões de reais [para algumas das personalidades mencionadas] 'é dízimo'". Hasselmann acrescenta que "Rodrigo Janot não gostou da postura do STF, de considerar Renan Calheiros impossibilitado apenas de fazer parte da linha sucessória do presidente, mas não privado de ocupar a liderança do Senado", em decorrência da gravidade das acusações contra o parlamentar alagoano.
Para a colunista, "a situação está grave para o governo. Boa parte do governo está citada, a oposição foi citada - a delação da Odebrecht alcançou gregos e troianos. Agora, a administração está se unindo, no que parece ser o abraço dos afogados. Muitos dos grandes nomes não tem conseguido apoio popular, e isso está levando as lideranças dos partidos envolvidos ao desespero".
Veja na íntegra a primeira parte do comentário de Hasselmann sobre as delações:
Parte dois do comentário - Joice Hasselmann fala sobre quantias recebidas por lideranças políticas do governo e da oposição:
Nas manifestações do último domingo, Renan Calheiros, líder do Senado, foi duramente criticado. A expressão de revolta popular contra o político foi comparada com "o que ocorreu com Eduardo Cunha", há poucos meses - o ex-deputado foi condenado à cadeia, pelo juiz Sérgio Moro, aclamado nas demonstrações populares. Calheiros foi criticado por decisões políticas entendidas por seus críticos como "manobra para restringir a ação do Judiciário", que levou à prisão de lideranças políticas importantes, em decorrência das investigações da Operação Lava Jato.
De acordo com o site de notícias "Folha Política", Calheiros teria sido "humilhado" pelas manifestações populares. O senador estaria "completamente desmoralizado" - o site de notícias GloboNews informa que o político não participou de forma significativa dos trabalhos do Senado, nesta segunda-feira. Os veículos de comunicação destacam a semelhança entre o que ocorreu com Eduardo Cunha e o processo de "desmantelamento" do sucessor à presidência, que foi, hoje, afastado de seu cargo, em decorrência das investigação que podem levar à sua detenção.
O jornal Zero Hora destaca que Calheiros foi "o alvo" principal das manifestações de massa - a revolta popular teria sido instigada pelos esforços de Renan Calheiros para aprovar o pacote de medidas que iria instituir, conforme os críticos, severas restrições à atividade do Judiciário e das polícias, em investigações de crimes de corrupção como os revelados na Operação Lava Jato. Calheiros foi acusado de coordenar com a Câmara a aprovação da "lei contra o abuso de autoridade" - a casa também possui grande quantidade de políticos investigados pela Polícia Federal. O juiz Sérgio Moro, que ganhou desaque pela punição a diversos nomes importantes da política nacional, criticou severamente o projeto de lei, e afirmou que, na redação apoiada por Calheiros, a norma iria instituir o "crime de hermenêutica", visto como prática comum de regimes autoritários.
O parlamentar foi severamente criticado por lideranças como Ronaldo Caiado e Cristovam Buarque - Caiado afirmou que a votação favorável à lei que instituiria o "crime de hermenêutica" seria uma "afronta" à opinião do povo, e que o Legislativo enfrentaria resposta severa através de manifestações populares.
Mais sobre o tema - reportagem da Rádio Jovem Pan sobre as manifestações:
A república brasileira sempre foi o retrato da corrupção - o arranjo surgiu com um golpe militar, fomentado por disputas amorosas de um general com um protegido do imperador, e se manteve, ano após ano, com toda sorte de deformidade moral, fracasso político e até mesmo demolição civilizacional. A destruição da música e da literatura são sintomas da queda do país, patrocinada pela casta que usurpou a máquina governamental. Apenas neste momento, mais de cem anos após a fundação do novo modelo de Estado, a população "saudável" coloca os políticos em seu devido lugar, graças à atuação ferrenha das forças policiais.
Prisões de grandes nomes da política poderiam ser vistas como impossíveis, anos atrás. Hoje, há uma coletânea de nomes - dois ex-governadores de uma das maiores economias entre os estados da federação enfrentam a justiça, atrás das grades - que não para de crescer. É possível que um ex-presidente tenha de frequentar o cárcere, contra todos os apelos desesperados de uma militância fanática e que entende a corrupção como necessária ao projeto de poder. Mas o país resistiu, de alguma forma, à onda de degeneração, e está conta-atacando, como mostra nas manifestações e na conduta de profissionais que não têm medo das pretensas "autoridades".
Os dois governadores são o retrato da prepotência. Um deles pensava que falsificar dados de programas sociais (e desviar recursos dos projetos destinados ao povo) é conduta aceitável - este político agora grita, desesperado, para não ir para o lugar no qual merece ser jogado. Ele foi um homem considerado o "dono" de um dos maiores municípios do Rio de Janeiro - agora, é tratado, merecidamente, como criminoso comum, vigarista. É jogado em um dos hospitais públicos que administrou, e que foi incapaz de tornar minimamente aceitável para o povo carioca. Está provando o resultado de seu próprio fracasso, sofrendo com as penas que impôs aos mais humildes - como "nunca antes na história desse país".
Entre todos os homens que se consideravam "intocáveis" no país, o segundo se destaca pela brutalidade. Amigo do "ex-presidente réu", chegou a humilhar um menino pobre, de uma favela, que reclamou sobre a qualidade dos serviços públicos. Esse ex-chefe do Executivo estadual viveu como magnata, por meio do favorecimento de empresários corruptos, responsáveis por obras desastrosas e monstruosamente superfaturadas. A partir de agora, viverá como merece, no lugar adequado para almas tão deformadas que são capazes de roubar até mesmo dos mais frágeis. Este é um novo capítulo da História brasileira, que poderá mostrar que a nação possui homens justos e corajosos.
Sobre as prisões - Garotinho resiste à transferência do hospital para a cadeia:
Sobre o tema - o filósofo Olavo de Carvalho comenta as atitudes de Sérgio Cabral:
De acordo com a jornalista Joice Hasselmann, parlamentares da base aliada e da oposição estão tentando restringir a capacidade da Operação Lava Jato através de medidas que favorecem investigados e podem até gaantir anistia a criminosos: a colunista afirma que "está ocorrendo uma tentativa de sabotagem parlamentar, que conta com assinatura de líderes de todos os partidos". Ela explica que a estratégia de conter a atividade da Polícia Federal ocorre através de "um substitutivo do PL 3636".
Para Hasselmann, "este projeto, de fato, acaba com os elementos mais essenciais para a continuidade da Operação Lava Jato. Após pressão realizada pelos movimentos democráticos, os parlamentares recuaram, ontem", apesar de ainda haver possibilidades de manutenção da estratégia. A análise de Joice Hasselmann frisa que os deputados podem tentar aprovar este dispositivo "na calada da noite", sem alarde, para que não haja comoção pública contra a tentativa de evasão dos líderes que buscam escapar da justiça.
Ainda conforme a jornalista, "os procuradores da Operação Lava Jato, há pouco, deram coletiva de imprensa para falar justamente desta tentativa de golpe contra as investigações. O que se passa é: como a estratégia foi publicada, uma vez que houve alarido, a classe política escolheu esse substitutivo para ser aprovado, em regime de urgência, com o intuito de efetivar o desmonte das atividades responsáveis pela identificação de escândalos e punição dos indivíduos responsáveis". A escolha da votação em "regime de urgência", conforme o entendimento da oposição de direita, se dá raramente, e, nesse caso, indica o interesse dos parlamentares em impedir a continuidade da Lava Jato.
A Lava Jato foi a operação policial que descobriu escândalos de corupção em uma das maiores empresas estatais brasileiras, a Petrobras - o sistema de desvio de recursos públicos usado na empresa de economia mista teve a finalidade de, principalmente, sustentar campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Ainda por meio da Operação Lava Jato, a Polícia Federal conseguiu investigar o papel do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva no sistema de corrupção - o político é acusado de ter recebido imóveis de construtoras envolvidas em grandes obras do governo como forma de pagamento de propinas.
Veja na íntegra o comentário de Joice Hasselmann sobre a tentativa parlamentar de restringir a Operação Lava Jato:
O Ministério Público Federal apresentou nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o petista, que é acusado de ter sido beneficiado em esquema de corrupção que teria lhe garantido um apartamento de luxo no litoral paulista e um sítio no interior do estado, agora também é suspeito de ter favorecido empreiteiras em obras financiadas pelo BNDES. A oposição de direita argumenta que os recursos do banco público foram empregados em sistema de "caixa dois" do Partido dos Trabalhadores - a defesa de Lula nega as acusações, e afirma que o ex-presidente não participou das decisões do banco.
O jornalista Cláudio Tognolli e o ex-secretário de justiça Romeu Tuma Júnior afirmam, em livro publicado neste ano, que o Partido dos Trabalhadores utilizou de influência no BNDES para enviar recursos para países aliados da sigla, como Angola, Cuba e a Venezuela - as duas últimas nações teriam recebido preferência em razão de seu vínculo com a organização internacional "Foro de São Paulo", que liga grande parte dos movimentos da esquerda latino-americana, incluindo as FARC, o Partido Comunista Cubano, o Partido Socialista da Venezuela e o Partido dos Trabalhadores. Os recursos do banco público, de acordo com os autores, seriam então redirecionados para as campanhas do movimento brasileiro.
A atual denúncia inclui dezessete contratos firmados pela empreiteira Odebrecht para realização de obras em Angola. O ex-presidente, segundo o Ministério Público Federal, auxiliou a empresa brasileira a conseguir os contratos com o governo aliado, durante visitas ao país, durante o ano de 2010. As bases do sistema de corrupção investigado pelo MPF teriam sido estabelecidas no mandato, e os investigadores apontam que as irregularidades continuaram ao longo dos anos subsequentes.
Ao mesmo tempo, a acusação afirma que recursos foram enviados ao próprio ex-presidente através de palestras, organizadas pela empresa LILS. A companhia de apresentações executivas teria recebido quantias de dinheiro que, segundo os investigadores da Operação Lava Jato, foram enviadas para Lula como forma de pagamento por tráfico de influência. A defesa do ex-presidente afirma que todas as quantias recebidas pelas palestras foram contabilizadas de forma legal, e, quanto às acusações referentes ao BNDES, que o processo de tomada de decisões no banco público é feita de forma colegiada, portanto, sem possibilidade de ingerência da chefia do Executivo.
Mais sobre o tema - Joice Hasselmann discute tráfico de influência para desvio de recursos do BNDES:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se réu na Operação Lava Jato - o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia feita contra o petista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula é acusado de ter recebido imóveis como forma de pagamento de propinas de construtoras que realizaram obras durante seu governo. Aliados de Lula como o empresário José Carlos Bumlai e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (nomeado por Luiz Inácio) também são suspeitos de participarem de esquemas de corrupção que teriam sido coordenados pelo Partido dos Trabalhadores.
O juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia contra Lula, que é voltada especificamente para o caso do apartamento de luxo no Guarujá, no qual o ex-chefe do Executivo foi fotografado - os acusadores afirmam que Lula especificava que reformas deveriam ser feitas no imóvel, mas o ex-presidente afirma que as propriedades não foram concedidas a ele ou à sua família. Luiz Inácio também afirma que o sítio, localizado na cidade de Atibaia (interior de São Paulo), não é seu.
Lula também está respondendo a processo por "atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato" - a acusação afirma que o petista utilizou de sua influência para ser nomeado a ocupar cargos com foro privilegiado, nos quais não poderia ser alcançado por escutas judiciais capazes de produzir provas mais fortes contra o homem que ocupou o mais importante cargo do Poder Executivo. Ainda durante o governo de Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado por sua aliada ao comando da Casa Civil - todavia, a medida foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal, porque foi entendida como "estratégia para criar obstáculos contra a investigação".
Mais sobre o tema - canal RIT Notícias, do Youtube, informa que Lula agora é réu na Operação Lava Jato:
Para a jornalista Joice Hasselmann, o objetivo do "acordão" realizado durante a última etapa do processo de impeachment tem o objetivo de recolocar Dilma Rousseff na política e retirá-la do alcance do juiz Sérgio Moro, que prendeu diversos aliados do Partido dos Trabalhadores. Na opinião da colunista, "o grande acordo feito entre o PMDB, Dilma Rousseff e a turma do PT - com a anuência e apoio de Ricardo Lewandowski - salvou a ex-presidente de ficar inelegível".
A comentarista explica que "durante a avaliação feita pelo Senado do processo de impeachment, os delitos da ex-presidente tiveram avaliações separadas. O processo foi dividido - o processo de impeachment foi considerado paralelo à possibilidade de retirada dos direitos políticos da petista. Ela sofreu o impeachment. com 61 votos. Depois disso, foi avaliado o texto que tratava da inelegibilidade - nessa etapa, a classe política realizou o acordo".
Conforme a avaliação de Joice Hasselmann, foi concretizado um acordo entre a facção que é aliada de Eduardo Cunha e a que é simpática a Dilma Rousseff, com a intenção de preservá-los, uma vez que ambos poderão enfrentar condenações por crimes de corrupção. Ao perder o cargo de presidente da república, Dilma Rousseff passaria a estar ao alcance da justiça comum, que iria oferecer tratamento mais severo do que o encontrado por integrantes do partido no Supremo (que possui a maioria de seus ministros nomeados ou por Lula ou pela ex-chefe do Executivo).
"Na hora do abraço dos afogados, os arqui-inimigos deram as mãos um para o outro para tentar a salvação. Ao invés de termos a chance de varrer Dilma Rousseff da vida política para todo o sempre, foi dado a ela um fio de esperança, para que ela candidata ou ao governo do Rio Grande do Sul ou ao Senado, nas próximas eleições. O acordão foi liderado pelo próprio Renan Calheiros, que antecipou o voto [favorável a Dilma Rousseff]", conclui a escritora.
Assista na íntegra ao vídeo disponibilizado no canal Joice Hasselmann:
De acordo com a jornalista Joice Hasselmann, a família do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva foi intimada a depor, para as investigações da Operação Lava Jato. A colunista informa que "os familiares do 'chefão' ficarão frente a frente com os delegados da Polícia Federal. Marisa Letícia, esposa do expresidente Lula, foi intimada pela força-tarefa, assim como seu filho, conhecido como 'Lulinha'". Os familiares do antigo chefe do executivo também são acusados de terem sido beneficiados pelo esquema de corrupção que envolveu grandes empreeiteiras que prestam serviços ao Estado brasileiro.
A escritora afirma: "a esposa de Lula, Marisa Letícia, ganhou notoriedade após dizer obscenidades para os manifestantes que pediram o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. A ex-primeira dama deverá se controlar, porque, caso repita o comportamento diante dos delegados da Polícia Federal, poderá ser presa por desacato. 'Lulinha' também foi intimado, assim como os os donos 'oficiais' do sítio de Atibaia [que, de fato, seria posse de Luíz Inácio Lula da Silva]". Lula teria recebido o sítio como forma de propina para beneficiar as empreeiteiras que realizaram obras para o Governo Federal - as mesmas empresas teriam dado, de acordo com a acusação, ao ex-presidente o apartamento triplex no litoral de São Paulo.
Joice Hasselmann acrescenta: "Jonas Suassuna e Fernando Bittar também deverão ficar diante dos integrantes da Polícia Federal para prestar depoimento sobre o caso. Lula está enfrentando problemas em três inquéritos na Operação Lava Jato - sobre o sítio de Atibaia, sobre o apartamento Triplex no Guarujá, e sobre a LILS, a empresa de palestras que nunca ninguém viu, e que seriam proferidas pelo antecessor de Dilma. O promotor Cássio Conserino chegou a pedir a prisão do ex-presidente, após a descoberta do caso do apartamento triplex".
Lula, ainda conforme a jornalista, também está enfrentando uma acusação por obstrução da justiça - "ele tentou atrapalhar a Operação Lava Jato, impedindo as investigações através de manobras políticas e através da compra de um dos delatores, Nestor Cerveró", conclui Hasselmann. A colunista ressalta que, mesmo sendo bem-sucedido em criar obstáculos para o trabalho da Polícia Federal, o ex-chefe do executivo deverá enfrentar mais problemas com a justiça.
Assista ao comentário de Joice Hasselmann na íntegra, disponível no canal oficial da jornalista no Youtube:
O canal do Youtube Terça Livre sediou um hangout sobre o projeto "escola sem partido" - lei que poderá proibir a doutrinação político-ideológica nas escolas do país. O hangout contou com a presença de integrantes do movimento conservador como Olavo de Carvalho - o autor teceu sérias críticas aos comentários realizados por intelectuais brasileiros sobre o projeto, como Leandro Karnal.
Na opinião do jornalista e filósofo, "as ideias do projeto são absolutamente louváveis, mas os críticos da lei querem apresentá-la como o contrário do que ela é. É uma proposta que assegurará a liberdade de expressão dos alunos e impedirá abusos motivados por orientação política. Personalidades como Leandro Karnal colocam a lei como se fosse o oposto, e tentam apresentar as ideias do projeto como se fossem suas, em uma estratégia retórica de inversão dos fatos".
O escritor, assim como outros integrantes do movimento conservador brasileiro, denunciam constantemente a chamada "estratégia gramsciana" utilizada pelos partidos de esquerda nacionais para a conquista do poder. De acordo com a oposição de direita, o movimento socialista tenta realizar uma "conquista de espaços" nos veículos de comunicação e no sistema educacional, para tentar estabelecer uma hegemonia cultural de esquerda e impedir qualquer ataque a seus projetos. Para os defensores do projeto "escola sem partido", a nova regra poderia reduzir o impacto da doutrinação marxista sobre os estudantes.
Assista ao hangout sobre o "escola sem partido" na íntegra:
O deputado conservador Paulo Eduardo Martins, conhecido por suas severas críticas aos governos do Partido dos Trabalhadores, publicou vídeo onde defende a aprovação do projeto "escola sem partido", que tem como objetivo o fim da doutrinação marxista nas escolas. Para o parlamentar, a ideologia dos partidos e movimentos de massa de esquerda é totalitária, e por isso as siglas que apoiam o governo deposto se posicionam contrariamente à lei, que assegura o ensino imparcial.
Paulo Martins destaca que o projeto "obriga as escolas públicas e particulares a fixarem cartazes com os seguintes deveres dos professores: não abusar da inexperiência dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para essa ou aquela corrente ideológica, política ou partidária; não favorecer nem prejudicar os alunos, em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas ou morais". Para o parlamentar, a medida asseguraria maiores obstáculos à estratégia gramsciana adotada pelos movimentos populistas brasileiros.
O deputado e jornalista afirma que "aqueles que praticam a doutrinação marxista e aqueles que se beneficiam politicamente com essa conduta estão, obviamente, contra o projeto de lei. É fácil entender porque o Partido dos Trabalhadores e o Sindicato dos Professores estão contra essa ideia". Paulo Martins foi um dos principais políticos a apoiarem o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e também defende bandeiras como o PL 3722 e uma maior liberalização da economia brasileira.
Assista ao comentário de Paulo Eduardo Martins na íntegra:
Nicolás Maduro, líder do regime que governa a República Bolivariana da Venezuela, anunciou exercícios das forças armadas do país socialista para "defesa contra ameaças estrangeiras", que não foram especificadas pelo político classificado pela oposição como um ditador. Maduro enfrenta diversas manifestações populares que exigem o fim de seu governo, marcado por uma das maiores crises de abastecimento e inflação que o país á viu.
A crise econômica venezuelana ganhou notoriedade pela falta de itens básicos para o dia a dia da população, como o papel higiênico. Mais recentemente, a imprensa internacional noticiou a falta de alimentos de diversos tipos e de grande parte dos componentes da cesta básica. A população afirma que, além da escassez, a inflação força os preços dos produtos a níveis incompatíveis com a realidade dos trabalhadores venezuelanos. Para tentar controlar essa situação, o governo socialista estabeleceu um sistema de racionamento, que permite apenas a compra de uma quantidade especifica de alimentos por cada pessoa - a oposição informa que os valores determinados não são suficientes para atender às necessidades diárias da maior parte do povo.
Nicolás Maduro também se encontra em uma situação delicada, na arena internacional - organizações de defesa dos direitos humanos denunciam abusos do regime contra integrantes da oposição, assim como a violência policial, que já resultou na morte de pessoas que protestavam contra o partido governante. Maduro perdeu, recentemente, aliados importantes na América Latina, como o governo do Partido dos Trabalhadores, no Brasil, e o governo de Cristina Kirchner, na Argentina. O chavista identifica a ascensão de lideranças contrárias ao projeto bolivariano como "um golpe da direita e das elites" do continente.
Reportagem sobre a crise na Venezuela:
Mais sobre o assunto - reportagem da BBC sobre a crise de abastecimento na Venezuela: