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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Tensão entre Lula e Dilma: governo se sentiu provocado por ex-presidente

Após as últimas declarações do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, o governo petista espera que o líder mais importante da sigla retire suas afirmações, onde alegou que Dilma não está fazendo o máximo para defendê-lo das acusações de envolvimento em escândalos de corrupção. Entre eles está o caso  investigado pela Polícia Federal na operação "Triplo X", no qual o antigo chefe do executivo é acusado de ter recebido um apartamento de luxo no Guarujá por supostamente ter feito tráfico de influência para favorecer a construtora OAS.
Lula prestará depoimento no dia 14 de março como
testemunha de defesa de José Carlos Bumlai
Imagem: Sindireceita Amazonas

Conforme o portal de notícias G1, os assessores de Dilma indicaram à presidente que não há muito o que se possa fazer sobre os comentários negatívos de Lula, e que a melhor solução para o conflito entre os líderes de esquerda seria uma nova declaração do ex-chefe do executivo. Lula, recentemente, lançou um vídeo elogiando a história do Partido dos Trabalhadores, mas, na mesma peça de propaganda, declarou que "o partido cometeu erros" - a mensagem também foi vista como um ataque pela militância da organização. 

O homem que já foi considerado o presidente mais popular da História agora se encontra diante de risco imediato de cumprir pena na cadeia por abuso de poder político e crime de corrupção: irá depor em 14 de março para tentar defender seu amigo José Carlos Bumlai - o empresário, íntimo de Lula, foi preso na operação Lava Jato por ter se favorecido nos esquemas de corrupção montados pelo Partido dos Trabalhadores. O juiz federal Sérgio Moro estabeleceu o depoimento para ocorrer às 9:30 da manhã.

Bumlai, envolvido no escândalo, nao foi o único amigo de Lula a ser preso recentemente: Marcelo Odebrecht, dono de uma construtora, e Léo Pinheiro, dono da empresa que fez o apartamento triplex de Lula, também foram presos. Pinheiro é acusado de ter entregue o imóvel ao ex-presidente como forma de propina - Lula confessou que o empresário visitou o apartamento no Guarujá acompanhado de Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama do país, para avaliar "se a residência estava adequada às necessidades da família". 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Cidade de Colônia registra 400 crimes no carnaval

A cidade de Colônia, na Alemanha, que registrou mais de 500 crimes - incluindo estupros - durante as festividades de final de ano, passa novamente por situação similar nas comemorações de carnaval: a polícia alemã identificou mais de 400 roubos e alguns ataques sexuais, conforme o site de notícias Sputnik News. Segundo o veículo de comunicação, "apesar de as festas parecerem mais calmas neste ano, o número de crimes reportados foi maior".
Cidade de Colônia: policiamento reforçado após crimes
Imagem: ABC News

De acordo com a reportagem publicada no portal, "até o último domingo, a polícia local registrou mais de 400 denúncias feitas por pessoas que participaram das festas. A maioria dos casos incluiu batedores de carteiras e violência física. A polícia também registrou 35 casos de violência sexual".

A polícia alemã decidiu reforçar a segurança nas festividades de carnaval - a decisão de aprimorar a estratégia de combate às ações criminosos foi tomada após a grande quantidade de delitos registrados no início do ano, que provocou comoção internacional, incluindo reportagens publicadas na imprensa internacional sobre os casos de violência contra mulheres. Entre os relatos de crimes durante os dias de carnaval, houve duas denúncias de estupros.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Lançamento de satélite norte-coreano provoca tensão internacional

O lançamento bem-sucedido de um satélite de observação pela Coreia do Norte neste domingo provocou a ira do Japão e da Coreia do Sul, bem como dos Estados Unidos, que percebem a ação como um ensaio de uso de um míssil balístico de longo alcance - tecnologia também empregada para lançamento de ogivas nucleraes. O regime de Kim Jong-Un já foi acusado pela comunidade internacional por usar seu programa nuclear como arma de chantagem para obtenção de vantagens econômicas e ajuda humanitária - desde a grave crise agrícola que o país viveu na década de 1990, a nação comunista conta com ajuda dos Estados Unidos e da ONU para alimentar sua população.
Imagem: ABC News

De acordo com a agência de notícias Reuters, o lançamento bem-sucedido do satélite poderá levar a ONU a aplicar sanções ao regime totalitário - o ato foi feito poucas semanas após o teste de mais uma arma nuclear pelo governo de Kim Jong-Un. O veículo de comunicação informa que a tecnologia necessária para colocar o satélite em órbita é exatamente a mesma utilizada para o lançamento de um míssil balístico contendo uma ogiva nuclear - a cada ano, as tensões militares aumentam entre o país recluso e os vizinhos, durante treinamentos militares conjuntos do Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. A Coreia do Norte nunca assinou um tratado de paz com a Coreia do Sul, apenas um armistício - tecnicamente, os dois países ainda estão em guerra, desde a década de 1950.

O governo da Coreia do Norte afirmou que o lançamento do satélite Kwangmyongsong-4, nomeado em homenagem ao ditador Kim Jong Il, foi um sucesso completo, Apesar da declaração oficial de que o artefato é um satélite de comunicação, nenhum sinal foi detectado, a partir do objeto, por qualquer um dos observadores internacionais. A agência de notícias informa que "mesmo que o regime norte-coreano não seja capaz de faze uso do satélite para telecomunicações, o teste lhes dá informações importantes sobre seus sistemas de mísseis", que podem ser empregadas em uso de armas de longo alcance.

Vídeo: lançamento do foguete, publicado pelo canal Russia Today (Youtube)

Apesar das ameaças de sanções ao regime comunista, a nação de Kim Jong-Un se sustenta graças à ajuda do Ocidente: apenas os Estados Unidos, em 2003, mandaram 40 mil toneladas de alimentos em doações ao regime, conforme a agência de notícias britânica BBC. Antes da queda do bloco oriental, a União Soviética auxiliava a economia do país - agora, sanções aplicadas pelo ocidente podem tornar a situação da "Coreia Popular" ainda mais delicada.

Ocidente cogita aplicar sanções à Coreia do Norte. Regime comunista contou com ajuda ocidental para superar as graves
crises alimentares, iniciadas com a grande fome, na década de 1990.
Imagem: http://goo.gl/zInWG8


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