terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ministério Público acrescenta denúncia contra Lula

O Ministério Público Federal apresentou nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o petista, que é acusado de ter sido beneficiado em esquema de corrupção que teria lhe garantido um apartamento de luxo no litoral paulista e um sítio no interior do estado, agora também é suspeito de ter favorecido empreiteiras em obras financiadas pelo BNDES. A oposição de direita argumenta que os recursos do banco público foram empregados em sistema de "caixa dois" do Partido dos Trabalhadores - a defesa de Lula nega as acusações, e afirma que o ex-presidente não participou das decisões do banco.

O jornalista Cláudio Tognolli e o ex-secretário de justiça Romeu Tuma Júnior afirmam, em livro publicado neste ano, que o Partido dos Trabalhadores utilizou de influência no BNDES para enviar recursos para países aliados da sigla, como Angola, Cuba e a Venezuela - as duas últimas nações teriam recebido preferência em razão de seu vínculo com a organização internacional "Foro de São Paulo", que liga grande parte dos movimentos da esquerda latino-americana, incluindo as FARC, o Partido Comunista Cubano, o Partido Socialista da Venezuela e o Partido dos Trabalhadores. Os recursos do banco público, de acordo com os autores, seriam então redirecionados para as campanhas do movimento brasileiro.

A atual denúncia inclui dezessete contratos firmados pela empreiteira Odebrecht para realização de obras em Angola. O ex-presidente, segundo o Ministério Público Federal, auxiliou a empresa brasileira a conseguir os contratos com o governo aliado, durante visitas ao país, durante o ano de 2010. As bases do sistema de corrupção investigado pelo MPF teriam sido estabelecidas no mandato, e os investigadores apontam que as irregularidades continuaram ao longo dos anos subsequentes.

Ao mesmo tempo, a acusação afirma que recursos foram enviados ao próprio ex-presidente através de palestras, organizadas pela empresa LILS. A companhia de apresentações executivas teria recebido quantias de dinheiro que, segundo os investigadores da Operação Lava Jato, foram enviadas para Lula como forma de pagamento por tráfico de influência. A defesa do ex-presidente afirma que todas as quantias recebidas pelas palestras foram contabilizadas de forma legal, e, quanto às acusações referentes ao BNDES, que o processo de tomada de decisões no banco público é feita de forma colegiada, portanto, sem possibilidade de ingerência da chefia do Executivo.

Mais sobre o tema - Joice Hasselmann discute tráfico de influência para desvio de recursos do BNDES:

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Confiança do consumidor subiu, durante o mês de setembro

A confiança dos consumidores brasileiro está melhorando, com as medidas de controle da recessão econômica - a revista Exame informa que dados da Confederação Nacional da Indústria apontam melhoria nos indicadores de confiança na ordem de 1,1%, no último mês de setembro. A CNI informa que os compradores estão mais otimistas com os dados da inflação e com a gradual estabilização nos números do desemprego e com as expectativas referentes à renda.

O indicador, conforme a Exame, subiu 4,2% em relação a setembro do ano passado. As expectativas positivas referentes à inflação aumentaram em 3,6%. Quanto ao desemprego, as percepções do público também melhoraram - melhoria foi de 2,4%. A atitude dos consumidores reflete a gradual estabilização da economia, que, em São Paulo, trouxe uma tímida redução nos níveis de desemprego, entre os meses de julho e agosto - as taxas de desemprego, na região metropolitana, foram de 17,4% para 17,2%, segundo dados do Dieese.

A Fecomercio-SP informa que a redução nas taxas de desemprego deve ser mais expressiva em 2017, o que reforça o entendimento de analistas que preveem maior crescimento da economia brasileira nos próximos semestres. Entre os fatores vistos como os mais positivos para o cenário econômico estão as medidas de contenção de gastos e controle do endividamento público, que melhoram a credibilidade do Estado brasileiro, e a estabilização da política nacional, com a efetivação do impeachment da última Presidência. O desempenho da bolsa de valores oscilou durante o impedimento, mas apresenta comportamento positivo com a decisão sobre a chefia do executivo. A Fecomercio argumenta que obras no setor de infraestrutura serão necessárias no país, e que os resultados oferecidos por empreendimentos desse gênero têm potencial para atrair investidores.

A Agência Brasil, da estatal EBC, mostra que os consumidores ainda estão apreensivos sobre a renda - os indicadores desse critério apresentaram queda de 2,4%. A manutenção das políticas de controle da crise poderão gerar resultados positivos, nos próximos meses, mas o desemprego e a inflação continuam sendo as maiores ameaças à economia brasileira.

Mais sobre o tema - reportagem da Band sobre recuperação da economia:

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Editorial - As FARC e a América Latina

As FARC são uma das organizações guerrilheiras mais antigas do continente. Seu objetivo - como o de qualquer partido comunista - é implantar um regime de modelo marxista-leninista, sem qualquer possibilidade de tolerância à dissidência política, sem qualquer perspectiva de respeito à liberdade individual, seja ela de expressão, de ir e vir ou religiosa, e sem qualquer apreço pela democracia, que não seja, naturalmente, o bom e velho "centralismo democrático" do punho de ferro da ditadura burocrática. A resposta dos colombianos aos narco-guerrilheiros foi apenas um ato de defesa contra uma legítima horda de assassinos: exatamente o grupo de cidadãos que não se importam muito com as "formalidades burguesas" da democracia.

O movimento guerirlheiro se sustenta com sequestros, assassinatos e toda a sorte de crimes, até mesmo contra minorias étnicas dentro da Colômbia. O tráfico de drogas é outra fonte de recursos para os "camaradas". A única comparação possível de ser feita com proposta de Juan Manuel Santos seria a legalização do partido nazista após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como seria possível permitir a um movimento que tem por grande projeto a criação de um sistema totalitário genocida a disputa das eleições? Isto não é uma possibilidade. A lei, em uma sociedade que preza pelos mais básicos direitos de seus cidadãos, deve simplesmente expulsar movimentos dessa natureza da disputa pelo Estado. A mera promessa do regime marxista é um crime, é incitação ao genocídio e ao ódio. A liberdade não é negociável, e os colombianos entenderam o risco de permitir à corja de bandidos sequer um vislumbre do poder.

A América Latina, aos poucos, entende com quem está lidando, quando vê a ação dos integrantes do Foro de São Paulo. O movimento sofreu severas perdas na Argentina e no Brasil, e sua "vitrine" socialista está se desfazendo em miséria, na Venezuela. Os países da região têm populações pacíficas, amantes da prosperidade e da liberdade - o sonho da maioria de seus cidadãos é viver em uma nação industrializada e próspera, e não sob a tirania do partido único. Os eleitores não querem um "grande timoneiro", um "vozhd" ou um "condutor" à moda Ceausescu. Os latino-americanos querem voz, riqueza e uma chance de permanecerem no mundo ocidental, bem longe do despotismo insano, violento e seco do marxismo. O voto contra as FARC é um "não" ao flagelo da humanidade.

Os caminhos da Colômbia podem servir de exemplo para a América Latina, que está cada vez mais propensa a fugir da demagogia totalitária. Os protestos na Venezuela, a nação vizinha abatida pela mais profunda pobreza, são ecos do medo no coração de cada habitante do continente. Os povos da América do Sul e da América Central não querem mais propaganda, tampouco "comandantes", "grandes líderes". Querem apenas buscar um valor: a liberdade.

Mais sobre o tema - Paulo Eduardo Martins fala sobre o Foro de São Paulo e as FARC

População da Colômbia rejeita tratado que daria às FARC condição de partido político convencional

Os eleitores da Colômbia decidiram, em referendo, a recusa ao tratado que daria às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) o status de partido político convencional. A proposta de "acordo de paz" integraria os guerrilheiros à vida política do país como "mais um partido" - o movimento marxista atua há mais de três décadas pela implantação de um regime comunista no país sul-americano. O atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, apesar de sua atual aproximação com a guerrilha, foi eleito com a bandeira "no más FARC" ("não mais FARC"), e havia indicado políticas mais severas contra o movimento totalitário.

As FARC foram fundadas em 1964, como o braço armado do Partido Comunista Colombiano. O grupo é apenas uma das guerrilhas marxistas que atuam no país - outras dissidências do Partido Comunista também ingressaram na luta armada pela implantação de um governo de modelo leninista. A guerrilha é uma das integrantes da organização conhecida como Foro de São Paulo, que atua como a coordenação estratégica do movimento comunista latino-americano e liga as FARC a outras organizações da esquerda no continente, como o Partido Comunista Cubano, o Partido Socialista Unido (da Venezuela de Maduro) e partidos da esquerda brasileira, como o PT, o PC do B e outras siglas importantes.

O principal motivo da rejeição ao projeto de integração das FARC à vida política colombiana foi a responsabilidade da organização em mais de 260 mil homicídios, ao longo da guerra civil revolucionária. Os eleitores do país entendem a proposta como uma traição e uma concessão perigosa ao grupo narco-guerrilheiro. As FARC também são uma das principais organizações responsáveis pelo tráfico de cocaína e outras drogas no continente americano.

A proposta de Juan Manuel Santos incluía anistia à maioria dos narco-guerrilheiros pelos homicídios e sequestros cometidos em nome da ideologia. A proposta ainda possibilitaria ao grupo marxista disputar eleições para o parlamento colombiano. Em contrapartida, as FARC se comprometeriam a abandonar as armas e o tráfico de drogas (principal fonte de recursos para o movimento comunista).

Mais sobre o tema - reportagem da BBC sobre a recusa ao referendo que daria às FARC a possibilidade de disputar eleições para o parlamento colombiano:

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SpaceX pretende começar a colonizar Marte em nove anos

A companhia SpaceX pretende colonizar Marte em até nove anos - a informação foi divulgada pelo CEO Elon Musk, o empresário que já foi nomeado o "'Homem de Ferro' da vida real". O milionário tem, entre outros projetos, o estímulo à produção de veículos automotivos movidos a eletricidade e a criação de novas alternativas de transporte coletivo. Para Elon Musk, de acordo com a rede de televisão norte-americana CNN, "é necessário tornar a humanidade uma espécie interplanetária" - o empresário também discutiu, na última terça-feira, os custos e desafios tecnológicos e de segurança envolvidos na ousada proposta.

O veículo de comunicação norte-americano noticia que "o objetivo de Elon Musk é estabelecer o preço de uma viagem espacial para Marte, individual, em duzentos mil dólares - preço similar ao de uma casa nos Estados Unidos e consideravelmente menor do que Musk estima ser, atualmente, exigido para um percurso igual, hoje". O preço que o magnata acredita ser proporcional às dificuldades técnicas enfrentadas agora é de aproximadamente dez bilhões de dólares por pessoa, o que tornaria impossível qualquer iniciativa do gênero - em uma década, a companhia acredita ser capaz de trazer este projeto ousado à realidade.

Ainda conforme a CNN, Elon Musk destaca que "para tornar todo o empreendimento viável, é preciso, em primeiro lugar, desenvolver tecnologias de transporte por meio de foguetes espaciais reutilizáveis", uma vez que os veículos exigidos para as viagens implicam em custos muito elevados. A SpaceX já conseguiu realizar missões com foguetes espaciais que orbitaram a Terra e pousaram com sucesso - a empresa irá realizar, em breve, mais missões com os aparelhos "veteranos".

Uma das tecnologias que provavelmente estarão em uso nas missões para Marte da SpaceX é o foguete Raptor - no sistema desenvolvido, será possível utilizar diversos propulsores, e a perda de mais de um dos motores não irá inviabilizar a continuidade da missão da aeronave. A proposta de missão para Marte ainda exigirá tecnologias que possibilitem estabelecer uma atmosfera artificial e formas de agricultura, em ambientes controlados, no planeta vermelho.

Reportagem - SpaceX revela estratégias para colonizar Marte:


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...