quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Lula vira réu na Operação Lava Jato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se réu na Operação Lava Jato - o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia feita contra o petista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula é acusado de ter recebido imóveis como forma de pagamento de propinas de construtoras que realizaram obras durante seu governo. Aliados de Lula como o empresário José Carlos Bumlai e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (nomeado por Luiz Inácio) também são suspeitos de participarem de esquemas de corrupção que teriam sido coordenados pelo Partido dos Trabalhadores.

O juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia contra Lula, que é voltada especificamente para o caso do apartamento de luxo no Guarujá, no qual o ex-chefe do Executivo foi fotografado - os acusadores afirmam que Lula especificava que reformas deveriam ser feitas no imóvel, mas o ex-presidente afirma que as propriedades não foram concedidas a ele ou à sua família. Luiz Inácio também afirma que o sítio, localizado na cidade de Atibaia (interior de São Paulo), não é seu.

Lula também está respondendo a processo por "atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato" - a acusação afirma que o petista utilizou de sua influência para ser nomeado a ocupar cargos com foro privilegiado, nos quais não poderia ser alcançado por escutas judiciais capazes de produzir provas mais fortes contra o homem que ocupou o mais importante cargo do Poder Executivo. Ainda durante o governo de Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado por sua aliada ao comando da Casa Civil - todavia, a medida foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal, porque foi entendida como "estratégia para criar obstáculos contra a investigação".

Mais sobre o tema - canal RIT Notícias, do Youtube, informa que Lula agora é réu na Operação Lava Jato:

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Economia deverá apresentar melhores resultados em 2017

A economia brasileira ainda se recupera da crise e não deverá apresentar crescimento em 2016, mas analistas afirmam que a situação deverá ficar melhor no próximo ano - esse é o quadro esperado para 2017, conforme a agência de notícias Reuters e o site jornalístico Notícias Agrícolas.

A agência de notícias informa que os juros devem ser reduzidos no próximo ano, a inflação deverá cair e o crescimento econômico deverá ser melhor - o Brasil passa pela mais severa retração da economia desde o século XX. Desde o início da crise, o desemprego aumentou e ja alcança 11,3% da população economicamente ativa do país - setores ligados à indústria foram os mais afetado, e montadoras de automóveis iniciaram programas de demissões voluntárias. A agência de notícias "Agência Brasil", do Estado, informa que o desemprego atinge mais de 11 milhões de pessoas no país.

A agência Reuters informa que a inflação deverá cair, no próximo ano, de 13,75% para 11,25%. O indicador é importante porque, quanto mais baixa, menor a perda gradual do poder de compra da população , em decorrência da menor velocidade de desvalorização da moeda. Ao mesmo tempo, enquanto no ano de 2016 foi registrada expressiva retração da atividade econômica, agora é esperada alguma melhoria, em 2017 - a economia deverá crescer cerca de 1,3%.

Outro fator que influencia de forma negativa o desempenho econômico do país é a instabilidade política - todavia, o mercado reagiu bem às derrotas políticas da última administração. Analistas esperam melhorias com a gradual estabilização do cenário político nacional e com a adoção de políticas efetivas de controle da situação econômica.

Mais sobre o assunto - Rádio Jovem Pan informa que economia deverá apresentar melhoras no próximo ano, não obstante. melhorias na cenário econômico dependerão de postura do governo para a criação de um ambiente de maior confiança, que estimule empresários a realizarem investimentos no país:

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Joice Hasselmann afirma que "acordão" tem objetivo de recolocar Dilma no Estado

Para a jornalista Joice Hasselmann, o objetivo do "acordão" realizado durante a última etapa do processo de impeachment tem o objetivo de recolocar Dilma Rousseff na política e retirá-la do alcance do juiz Sérgio Moro, que prendeu diversos aliados do Partido dos Trabalhadores. Na opinião da colunista, "o grande acordo feito entre o PMDB, Dilma Rousseff e a turma do PT - com a anuência e apoio de Ricardo Lewandowski - salvou a ex-presidente de ficar inelegível".

A comentarista explica que "durante a avaliação feita pelo Senado do processo de impeachment, os delitos da ex-presidente tiveram avaliações separadas. O processo foi dividido - o processo de impeachment foi considerado paralelo à possibilidade de retirada dos direitos políticos da petista. Ela sofreu o impeachment. com 61 votos. Depois disso, foi avaliado o texto que tratava da inelegibilidade - nessa etapa, a classe política realizou o acordo".

Conforme a avaliação de Joice Hasselmann, foi concretizado um acordo entre a facção que é aliada de Eduardo Cunha e a que é simpática a Dilma Rousseff, com a intenção de preservá-los, uma vez que ambos poderão enfrentar condenações por crimes de corrupção. Ao perder o cargo de presidente da república, Dilma Rousseff passaria a estar ao alcance da justiça comum, que iria oferecer tratamento mais severo do que o encontrado por integrantes do partido no Supremo (que possui a maioria de seus ministros nomeados ou por Lula ou pela ex-chefe do Executivo).

"Na hora do abraço dos afogados, os arqui-inimigos deram as mãos um para o outro para tentar a salvação. Ao invés de termos a chance de varrer Dilma Rousseff da vida política para todo o sempre, foi dado a ela um fio de esperança, para que ela candidata ou ao governo do Rio Grande do Sul ou ao Senado, nas próximas eleições. O acordão foi liderado pelo próprio Renan Calheiros, que antecipou o voto [favorável a Dilma Rousseff]", conclui a escritora.

Assista na íntegra ao vídeo disponibilizado no canal Joice Hasselmann:


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Governo está otimista com atenuação da crise

A equipe econômica do governo Temer está otimista com a atenuação da crise econômica brasileira - o Banco Central, de acordo com o veículo de comunicação estatal Agência Brasil, afirma que a recessão está mais moderada e que há maior dinamismo no setor externo. Recentemente, conforme notícia veiculada pelo Canal Brasil, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que a melhora nos indicadores econômicos sugere que haverá melhoria na arrecadação e que possivelmente não serão necessários novos aumentos de impostos. A atual crise é marcada por um grave endividamento do Estado e pela retração da atividade econômica, com destaque para o setor industrial - o número de desempregados no país já passa de onze milhões de pessoas.

Segundo a revista Exame, a melhoria da situação econômica é decorrente de um aprimoramento da confiança de empresários e de consumidores na futura situação do país - ao mesmo tempo, os ajustes feitos pela atual administração são vistos como medidas eficientes para o controle da turbulência. O periódico acrescenta que a menor influência de fatores internacionais também favorece a melhoria da atividade econômica do Brasil. O Banco Central também fez referência indireta à Operação Lava Jato, que é vista como uma forma de melhorar a administração das empresas estatais - a Petrobras, principal companhia onde agiram os esquemas de corrupção do último governo, é responsável pela saúde econômica de muitas cidades do país, com destaque para os portos e cidades litorâneas que concentram serviços ligados à estatal.

A revista exame destaca que houve melhorias nos indicadores econômicos dos estados da região sul do país e mesmo no Rio de Janeiro, em São Paulo e Minas Gerais, com alívio relativo na situação da indústria, que foi o setor mais danificado ao longo da crise. A pecuária nacional também está sendo beeficiada pelo controle da recessão.

Para o Ministro da Fazenda, "basta parar a queda dos indicadores econômicos, com a recuperação da atividade e da confiança de empresários e consumidores, e basta elevar a arrecadação tributária normalmente, através da melhoria do PIB, para que possamos controlar a crise sem fazer uso de aumentos de impostos". A crise de endividamento foi uma das principais razões que levaram ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff - o governo petista é acusado de ter autorizado empréstimos suplementares através de bancos estatais sem a autorização do Congresso. A crise prejudicou severamente o desempenho de agumas das principais empresas do país, e levou ao substancial aumento no desemprego, que já aflige 11,2% da população economicamente ativa, conforme dados do IBGE.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Família de Lula foi intimada a fazer depoimento à Operação Lava Jato

De acordo com a jornalista Joice Hasselmann, a família do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva foi intimada a depor, para as investigações da Operação Lava Jato. A colunista informa que "os familiares do 'chefão' ficarão frente a frente com os delegados da Polícia Federal. Marisa Letícia, esposa do expresidente Lula, foi intimada pela força-tarefa, assim como seu filho, conhecido como 'Lulinha'".  Os familiares do antigo chefe do executivo também são acusados de terem sido beneficiados pelo esquema de corrupção que envolveu grandes empreeiteiras que prestam serviços ao Estado brasileiro.

A escritora afirma: "a esposa de Lula, Marisa Letícia, ganhou notoriedade após dizer obscenidades para os manifestantes que pediram o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. A ex-primeira dama deverá se controlar, porque, caso repita o comportamento diante dos delegados da Polícia Federal, poderá ser presa por desacato. 'Lulinha' também foi intimado, assim como os os donos 'oficiais' do sítio de Atibaia [que, de fato, seria posse de Luíz Inácio Lula da Silva]". Lula teria recebido o sítio como forma de propina para beneficiar as empreeiteiras que realizaram obras para o Governo Federal - as mesmas empresas teriam dado, de acordo com a acusação, ao ex-presidente o apartamento triplex no litoral de São Paulo.

Joice Hasselmann acrescenta: "Jonas Suassuna e Fernando Bittar também deverão ficar diante dos integrantes da Polícia Federal para prestar depoimento sobre o caso. Lula está enfrentando problemas em três inquéritos na Operação Lava Jato - sobre o sítio de Atibaia, sobre o apartamento Triplex no Guarujá, e sobre a LILS, a empresa de palestras que nunca ninguém viu, e que seriam proferidas pelo antecessor de Dilma. O promotor Cássio Conserino chegou a pedir a prisão do ex-presidente, após a descoberta do caso do apartamento triplex".

Lula, ainda conforme a jornalista, também está enfrentando uma acusação por obstrução da justiça - "ele tentou atrapalhar a Operação Lava Jato, impedindo as investigações através de manobras políticas e através da compra de um dos delatores, Nestor Cerveró", conclui Hasselmann. A colunista ressalta que, mesmo sendo bem-sucedido em criar obstáculos para o trabalho da Polícia Federal, o ex-chefe do executivo deverá enfrentar mais problemas com a justiça.

Assista ao comentário de Joice Hasselmann na íntegra, disponível no canal oficial da jornalista no Youtube:


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