terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Cláudio Filho em delação - "pleitos levados a Romero Jucá seriam transmitidos a Renan Calheiros"

Conforme reportagem divulgada pela Rede Globo de Televisão, o empresário Cláudio Filho, em delação premiada, afirmou que Romero Jucá e Renan Calheiros tomaram parte nas operações ilícitas que beneficiaram a companhia Odebrecht. A reportagem informa que Cláudio Filho declarou: "eu sempre vi no senador Romero Jucá a presença intrínseca do senador Renan Calheiros. Isso significa que eu sabia que, pelos pleitos que eu levava ao senador Romero Jucá, eles também seriam transmitidos ao senador Renan Calheiros e por ele defendidos. Isso bastava para que eu entendesse o recado e visualizasse o tamanho da posição política representada por Romero Jucá".

Ainda de acordo com a notícia, Cláudio Filho declarou que as interlocuções entre ele e o parlamentar que levava pleitos a Renan Calheiros chegaram a movimentar 22 milhões de reais. Cláudio Filho também afirmou ter conhecido o atual presidente - segundo o empresário, "eu não tinha, inicialmente, contato com Michel Temer, que só conheci em agosto de 2005, por meio de Geddel Vieira Lima e em um jantar de comemoração do aniversário do meu pai". O executivo afirmou que, através de suas ligações com personalidades importantes do Legislativo, foi possível influenciar a aprovação de leis que defendiam interesses da companhia que agora tem suas operações investigadas e reveladas pela Polícia Federal.

O trecho acrescenta que, conforme a delação de Cláudio Filho, "o núcleo dominante do PMDB no Senado tem a sua cúpula formada por Romero Jucá, Renan Calheiros e Eunício Oliveira". Calheiros e Jucá são duas das lideranças mais importantes do parlamento brasileiro desde as administrações petistas - sua relevância permanece sob o governo do ex-vice-presidente de Dilma Rousseff, de sorte que Romero chegou a ser considerado como candidato viável para ocupar ministérios da Presidência comandada pelo PMDB.

Cláudio Filho destacou, segundo a reportagem, que "esse grupo é bastante coeso em sua atuação e possui enorme poder de influência sobre outros parlamentares, com a capacidade de praticamente ditar o rumo de algumas matérias, dentro do Senado". Por ocasião do endurecimento das investigações da Operação Lava Jato, Renan Calheiros chegou a defender a aprovação da lei do "abuso de autoridade" - a legislação, caso fosse aprovada, inviabilizaria as investigações como as que levaram à exposição dos esquemas chefiados pela Odebrecht e por parlamentares. A proposta de limitação da liberdade da Polícia Federal motivou manifestações populares contra Renan Calheiros, no final do ano passado.

Confira na íntegra a reportagem sobre a delação de Cláudio Filho:


Mais sobre o tema - reportagem fala sobre a delação premiada que revelou nomes de parlamentares associados à Odebrecht:

sábado, 14 de janeiro de 2017

Joice Hasselmann - "Lula exige R$ 1 milhão em indenização contra promotor que pediu sua prisão"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu, conforme a jornalista Joice Hasselmann, um milhão de reais em indenização proposta em processo contra o promotor Cássio Conserino. O jurista pediu a prisão do petista e antigo chefe do Executivo, por suposto envolvimento do lider esquerdista com esquemas de corrupção investigados pela Polícia Federal. Lula teria processado Conserino por "abuso de autoridade" e pelo compartilhamento de uma foto que retrata o ex-presidente como "um encantador de burros". Hasselmann destaca que "Cássio Conserino, além de promotor, é cidadão e tem bom humor".

A colunista também afirma que "Lula já não convence tantas pessoas. O Brasil á demonstrou que abriu os olhos - há uma pequena parte da população que ainda acredita na propaganda ou que acaba seduzida em decorrência da situação de extrema pobreza. Os partidos aliados do PT usam esse tipo de tática, e, infelizmente, muitas pessoas em regiões economicamente desfavorecidas caem no engodo. Mas esse número de pessoas iludidas está diminuindo, Vamos ver o que ele irá dizer nas audiências dos processos que iniciou contra a oposição". Além do processo contra Cássio Conserino, Lula está processando o juiz Sérgio Moro, a quem acusa de ter cometido "abuso de autoridade", e a jornalista Joice Hasselmann, por divulgação de notícias desfavoráveis ao Partido dos Trabalhadores e ao próprio ex-presidente.

Hasselmann destaca: "Lula está cometendo um erro grave - está movendo processos contra integrantes do Judiciário que estão cumprindo suas obrigações, ou seja, investigar esquemas de corrupção. É isso que ele quer [processar integrantes das forças policiais e do Judiciário]. É isso que muitos parlamentares também querem, e tentaram promover essa estratégia através do projeto de lei do 'abuso de autoridade' [que tornaria impossível a investigação de escândalos de corrupção, e contou com o apoio de Renan Calheiros, aliado histórico de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva]".

A escritora acrescenta: "boa parte da classe política quer fazer, através de lei, exatamente o que Lula está fazendo agora. O objetivo dessas lideranças é a perseguição de quem investiga crimes, perseguição contra os integrantes das forças policiais que têm decência e coragem".

Mais sobre o tema - Cássio Conserino pede a prisão de Lula:


Veja na íntegra - Joice Hasselmann comenta processo iniciado por Lula contra Cássio Conserino:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

CBN News - "Israel possui algumas das melhores tecnologias agrícolas do mundo"

Conforme vídeo publicado pela rede de notícias norte-americana CBN News, Israel possui a agricultura mais bem-desenvolvida do Oriente Médio, e tecnologias que foram capazes de transformar "desertos em Oásis". A reportagem mostra como os israelenses foram capazes de transformar as regiões costeiras (pantanosas) e o interior desértico do país em algumas das áreas mais produtivas do Levante.

De acordo com a CBN News, "antes mesmo de Israel se tornar um Estado, milhares de judeus foram morar lá em agrupamentos rurais conhecidos 'Kibbutz'. Mas quando essas pessoas chegaram à terra prometida, ela não estava 'fluindo com mel e leite'. As planícies costeiras eram tomadas por pântanos. Os montes da Galileia e da Judeia eram rochosos e impróprios para plantações, enquanto a parte sul do país era, em sua maior área, um deserto". Hoje, Israel é uma das nações com áreas mais densamente povoadas e produtivas de todo o Oriente Médio, apesar das condições adversas vivenciada no início do Estado que foi criado após a Segunda Guerra Mundial.

O vídeo explica que, "desde a saída em massa dos judeus de Israel [imposta pelo Império Romano, como parte da perseguição antissemita praticada pelo governo dos césares], a terra aqui foi mal-administrada". O veículo informa que o obetivo dos colonos foi "preservar e restaurar essa Terra Santa". A CBN informa que os agricultores judeus tiveram de trabalhar o solo para possibilitar o cultivo, enfrentar saqueadores beduínos e até mesmo alterar o curso de riachos e drenar pântanos, para o controle da malária - doença transmitida por mosquitos que se reproduziam em grandes quantidades nas áreas colonizadas. Apesar das dificuldades, os agricultores de Israel conseguiram controlar a doença, com êxito tão significativo que trouxe o reconhecimento de organizações internacionais como a Liga das Nações.

A reportagem ainda fala a respeito do sucesso de Israel no desenvolvimento de novos gêneros agrícolas, capazes de sobreviver às condições áridas da região - uma variedade de tomate está entre esses produtos. O país ainda desenvolveu tecnologias agrícolas que são utilizadas até mesmo por nações que mantém políticas antissemitas ou de hostilidade contra o Estado de Israel, como o Paquistão (nação que não têm relações diplomáticas com o país mais próspero do Levante).

Confira na íntegra a reportagem sobre a agricultura israelense, traduzida para português pelo canal Tradutores de Direita, do Youtube:

Mais sobre o tema - tecnologia agrícola de Israel permite dobrar a produtividade:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Donald Trump convida Elon Musk para equipe de conselheiros

O recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o empresário e inventor Elon Musk para sua equipe de transição - Musk deverá ocupar cargo de conselheiro da nova administração. O fundador da Tesla é considerado um dos maiores inovadores da década, e foi responsável pelo desenvolvimento de inúmeras tecnologias de aproveitamento de energia solar  e novas formas de transporte - incluindo modelos de carros guiados por piloto automático.

Na equipe de conselheiros, Trump também incluiu gestores ligados ao Uber, à Amazon e ao Facebook. Donald Tump afirmou que "esses são nomes de algumas das mais inovadores e vibrantes empresas do mundo", e que "a nova administração trabalhará unida ao setor privado para aprimorar o ambiente de negócios e fazer com que empresas percebam os Estados Unidos como um bom território para investimentos". O presidente afirmou que considera importantes as opiniões dos grandes gestores "sobre como impactar positivamente o crescimento econômico e criar mais empregos". Uma das principais bandeiras do novo chefe do Executivo, durante a campanha presidencial, foi o controle do desemprego - os Estados Unidos passam por uma grave diminuição nos números de postos de trabalho, desde a crise de 2008, e a situação piorou ao longo dos últimos anos, nos quais boa parte da população tornou-se diretamente dependente de programas de seguridade social para a subsistência.

O novo líder dos Estados Unidos afirmou que seu objetivo é obter aconselhamento "não-partidário e não-burocrático de algumas das mais brilhantes e melhores mentes dos negócios". Elon Musk, possível conselheiro, é visto como um dos empresários mais ousados e bem-sucedidos da década de 2010: a Tesla Motors é considerada a empresa desenvolvedora de carros elétricos de melhor aceitação no mercado, e uma das iniciativas do inventor, a SpaceX, deverá, nos próximos anos, realizar a primeira viagem tripulada a Marte. Musk, que é chamado de "o 'Homem de Ferro' da vida real", declarou que alguns dos objetivos de suas companhias são "mudar a matriz energética dos sistemas de transportes internacionais" e "iniciar o processo de colonização de Marte". O empreendedor também desenvolvou projetos de transporte coletivo e o produto conhecido como Solar Roof - o primeiro sistema de telhado composto inteiramente de dispositivos capazes de absorção da energia solar, para reaproveitamento e redução do consumo de energia de outras fontes.

Mais sobre o tema - matéria do canal Wochit News, do Youtube, sobre a equipe de conselheiros sugerida pelo novo presidente dos Estados Unidos:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Joice Hasselmann - "Lava Jato provocou implosão na classe política"

A jornalista Joice Hasselmann publicou vídeo em seu canal oficial no Youtube, onde comentou as últimas delações feitas pela construtora Odebrecht - na opinião da colunista, as novas informações promoveram uma verdadeira "implosão" da classe política, e mostraram que diversas outras personalidades relevantes do Legislativo estavam comprometidas com os escândalos de corrupção. Os novos relatos acusam Michel Temer e integrantes de seu governo de participação ativa em troca de influência para beneficiar grandes construtoras - a administração nega as acusações. Renan Calheiros, já acusado anteriormente de participação em sistemas parecidos, também foi mencionado durante as investigações da força-tarefa.

Segundo Hasselmann, "a última delação da Odebrecht colocou toda a classe política 'em um pacote só': as revelações indicam que todos podem estar igualmente envolvidos nos escândalos de corrupção". Ela informa que "Renan Calheiros também foi denunciado, durante os últimos relatos feitos à Operação Lava Jato. Pela primeira vez, Renan foi denunciado - por Rodrigo Janot. O político foi citado como tendo recebido mais de dois milhões de reais. As informações também sugeriram a participação de outros políticos nos esquemas de corrupção, incluindo nomes do PSDB, PT e PMDB. Romero Jucá também foi um nome mencionado nas últimas denúncias como tendo sido favorecido pelo esquema que envolveu a Odebrecht".

Joice Hasselmann também informa que líderes importantes do PSDB receberam quantias no esquema de corrupção - Aécio Neves, conforme as delações, "teria recebido 15 milhões de reais. Isso ocorreu antes das campanhas eleitorais". Todavia, a jornalista acredita que os valores podem ser maiores: "as quantias mencionadas parecem pouco - dois milhões de reais [para algumas das personalidades mencionadas] 'é dízimo'". Hasselmann acrescenta que "Rodrigo Janot não gostou da postura do STF, de considerar Renan Calheiros impossibilitado apenas de fazer parte da linha sucessória do presidente, mas não privado de ocupar a liderança do Senado", em decorrência da gravidade das acusações contra o parlamentar alagoano.

Para a colunista, "a situação está grave para o governo. Boa parte do governo está citada, a oposição foi citada - a delação da Odebrecht alcançou gregos e troianos. Agora, a administração está se unindo, no que parece ser o abraço dos afogados. Muitos dos grandes nomes não tem conseguido apoio popular, e isso está levando as lideranças dos partidos envolvidos ao desespero".

Veja na íntegra a primeira parte do comentário de Hasselmann sobre as delações:


Parte dois do comentário - Joice Hasselmann fala sobre quantias recebidas por lideranças políticas do governo e da oposição:

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